Você se olhou no espelho depois dos filhos e não reconheceu o que viu
Às vezes é a mama que perdeu volume e projeção. Às vezes é o abdômen, com uma flacidez que a dieta e a academia não resolvem. Na maioria das vezes, é as duas coisas juntas. O mommy makeover não é uma cirurgia única e fixa — é a combinação certa entre o que a sua mama precisa e o que o seu abdômen precisa, decidida caso a caso, e realizada em um só tempo cirúrgico sempre que for seguro.
O que é o mommy makeover (cirurgia da mamãe) no Rio de Janeiro?
Não é uma receita pronta — é um encaixe entre duas avaliações independentes.
O termo descreve a combinação, no mesmo tempo cirúrgico, de um procedimento na mama e um procedimento no abdômen, indicada para tratar as alterações decorrentes de gestação e amamentação. A escolha de qual cirurgia de mama e qual cirurgia de abdômen entram na combinação depende do que sobrou (ou faltou) de tecido em cada área — não de um pacote fechado.
A minha mama diminuiu depois de amamentar — o que ela pode precisar?
Cada mama pede uma solução diferente, e nem toda solução envolve prótese.
Aumento com prótese
Se houve perda de volume sem excesso de pele relevante, o aumento mamário com implante de silicone é o indicado — inclusive por técnicas de preservação tecidual, como o sistema Motiva Preservé, com mínima dissecção e preservação de ligamentos e sensibilidade.
Mastopexia sem ou com prótese
Se houve queda sem perda de volume, a mastopexia sem prótese reposiciona o complexo aréolo-mamilar com o próprio tecido. Se houve queda e perda de volume, a mastopexia com prótese resolve as duas coisas — com até 85% de alta satisfação em revisão sistemática1, série sem complicações graves em mais de 300 pacientes2 e alta satisfação em estudo prospectivo MAMAS.
Mamoplastia redutora
Quando a mama aumentou de volume e pesa na coluna, a redução é o caminho — com melhora comprovada de dor no ombro, nas costas e qualidade de vida em metanálise com mais de 4.000 pacientes.
E o abdômen — sempre precisa de uma abdominoplastia?
Não. A abdominoplastia é o último recurso, não o primeiro.
Quando há apenas gordura localizada, sem diástase relevante e sem excesso de pele, a lipoaspiração ultrassônica (VASER) já promove retração e contorno, com taxa de complicação em torno de 4,6% em série de mais de 250 pacientes, podendo ser associada ao argônio-plasma.
Quando existe diástase mas a pele ainda tem boa qualidade, a correção por vídeo (técnica tipo MILA) fecha a diástase por pequenas incisões, sem a cicatriz horizontal — recidiva de cerca de 2% e complicações intraoperatórias em torno de 1%, podendo combinar lipo ultrassônica e plasma de hélio no mesmo tempo.
Excesso de pele moderado e localizado: mini-abdominoplastia. Excesso significativo: abdominoplastia completa, aproveitando a cicatriz de cesárea quando existir.
É seguro combinar tudo isso na mesma cirurgia?
A ciência já respondeu: sim, com paciente bem selecionada. Estudo comparativo com 726 pacientes concluiu que o mommy makeover não representa risco de segurança maior do que a abdominoplastia isolada. Estudo prospectivo confirmou que a cirurgia combinada não é inferior em segurança e traz superioridade em percepção de imagem corporal. Séries com anestesia local tumescente associada à raquianestesia mostram controle de dor eficiente, e análise de 670 pacientes reforça que a seleção criteriosa é o fator determinante.
Como se escolhe a combinação certa — e como é a recuperação?
Isso é decidido na consulta, avaliando separadamente a mama (volume, ptose, qualidade de pele) e o abdômen (diástase, pele excedente, número de gestações), sempre priorizando a opção menos invasiva que resolva o problema real. O pós-operatório segue o Método 3R, potencializado pelo Preparo Metabólico quando indicado.
A recuperação varia conforme a combinação: lipo ultrassônica com correção endoscópica de diástase tende a ser mais rápida do que abdominoplastia completa; na mama, aumento com preservação tecidual tende a ter menos desconforto do que mastopexia com prótese.
Na CPA – Cirurgia Plástica Avançada, em Botafogo, as cirurgias são no Hospital Glória D'Or (Rede D'Or, certificação JCI anual), por cirurgião com dupla titulação SBCP e BAPS, mais de 6.000 cirurgias — Prêmio O Globo "Faz a Diferença" e destaque no Washington Post. Trajetória completa no currículo do Dr. Alexandre Charão.
Tabela de combinações do mommy makeover
A combinação final é sempre uma escolha da coluna da mama com uma escolha da coluna do abdômen — nunca um pacote fixo.
| Cirurgias possíveis na mama | Cirurgias possíveis no abdômen |
|---|---|
| Aumento mamário com prótese (ex. Motiva Preservé) | Lipoaspiração ultrassônica (VASER) + argônio-plasma |
| Mastopexia sem prótese | Correção de diástase por vídeo (MILA) |
| Mastopexia com prótese | Mini-abdominoplastia (cicatriz reduzida) |
| Mamoplastia redutora | Abdominoplastia completa pela cicatriz de cesárea |
Perguntas Frequentes
01 — Mommy makeover é sempre mastopexia com abdominoplastia?
Não. É a combinação entre qualquer cirurgia de mama (aumento, mastopexia com ou sem prótese, ou redução) e qualquer cirurgia de abdômen (lipoaspiração ultrassônica, correção de diástase por vídeo, mini-abdominoplastia ou abdominoplastia), conforme a necessidade real de cada paciente.
02 — Toda paciente com abdômen alterado após a gravidez precisa de abdominoplastia?
Não. Quando não há excesso de pele relevante, a lipoaspiração ultrassônica ou a correção de diástase por vídeo (sem cortes) podem ser suficientes. A abdominoplastia completa fica reservada para casos com excesso de pele significativo.
03 — É possível corrigir a diástase sem fazer o corte da abdominoplastia?
Sim, por técnica endoscópica (tipo MILA), com taxa de recidiva de cerca de 2% e complicações intraoperatórias em torno de 1% segundo metanálise recente.
04 — Preciso colocar prótese de silicone na mama?
Não é obrigatório. A decisão depende do volume mamário remanescente: pode ser aumento com prótese, mastopexia sem prótese, mastopexia com prótese ou, se houver excesso de volume, mamoplastia redutora.
05 — Fazer as duas cirurgias juntas (mama e abdômen) aumenta o risco de complicação?
Estudos comparativos com centenas de pacientes não mostraram diferença relevante de segurança entre a cirurgia combinada e a cirurgia isolada, quando a paciente é bem selecionada.
06 — Vou ficar com uma cicatriz nova no abdômen além da cesárea?
Só nos casos em que a abdominoplastia completa é necessária — e mesmo assim, a incisão aproveita o nível da cicatriz de cesárea já existente. Nas demais combinações (lipoaspiração ou correção de diástase por vídeo), não há cicatriz horizontal nova.
07 — O que é a técnica Motiva Preservé no aumento mamário?
É um sistema de aumento mamário que cria o bolso do implante com instrumentos específicos, preservando ligamentos, tecido glandular e sensibilidade, com relato de recuperação mais rápida em comparação à técnica tradicional.
08 — Quem não é candidata — e o Método 3R ajuda na recuperação?
Pacientes com hérnias abdominais volumosas sintomáticas, obesidade não controlada ou doenças que comprometem a microcirculação precisam de avaliação individualizada antes de qualquer combinação cirúrgica. Quando a combinação é indicada, o Método 3R organiza a recuperação; o Preparo Metabólico prepara o organismo antes, quando faz sentido no caso.
Referências bibliográficas
- Systematic Review: Periareolar Mastopexy with Breast Implants and Fat Grafting. PMC12738600. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC12738600/
- One-Stage Mastopexy with Breast Augmentation: A Review of 321 Patients. PubMed PMID 18040205. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18040205/
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